Turistas relatam infecção causada por bicho-geográfico após visita à praia de Maresias

Turistas relatam infecção causada por bicho-geográfico após visita à praia de Maresias

Um grupo de mais de dez estudantes de São Carlos (SP) passou o ano novo no destino turístico e suspeita de areia contaminada. Todos relataram infecção. Um grupo com mais de dez turistas de São Car

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Um grupo de mais de dez estudantes de São Carlos (SP) passou o ano novo no destino turístico e suspeita de areia contaminada. Todos relataram infecção.

Um grupo com mais de dez turistas de São Carlos (SP) relatou infecção causada por bicho geográfico após viagem ao litoral norte de São Paulo. Eles estiveram juntos na praia de Maresias, uma das mais badaladas de São Sebastião, na última semana do ano passado e suspeitam que a areia esteja contaminada.

O bicho geográfico é um parasita que causa doença na pele - entrando no organismo humano por meio de cortes ou feridas. O sintoma é coceira e vermelhidão.

O contágio ocorre pelo contato com fezes contaminadas de animais, como cães. Um dos locais de proliferação é a areia. No corpo, o parasita se movimenta e forma um caminho na pele, semelhante a um mapa.

A primeira pessoa do grupo que teve sintomas foi a estudante Clara Letícia Ascencio. "No mesmo dia que eu cheguei da viagem minha pele ficou avermelhada e coçava muito", disse. "Percebi o parasita na região dos pés dois dias depois", relatou.

De acordo com a estudante Amanda Araújo, ela foi a praia de Maresias com um grupo de 40 pessoas no dia 28 de dezembro. No dia 2, data do retorno da viagem, o namorado dela notou algumas bolhas na parte lateral do dedo do pé. Essas marcas foram se espalhando.

Com ela foi diferente. Um dia após a visita a praia começaram a aparecer sintomas como vermelhidão e coceira na pele, mas somente na última quarta (10) ela percebeu o bicho no corpo. "Estava nos dedos de um dos pés e na lateral do outro pé. O meu dedinho inchou muito", contou.

Eles perceberam os sintomas em comum ao compartilharem o problema em um grupo do whatsapp. Mais de 10 pessoas relataram os incômodos provocados pelo 'bicho geográfico'.

De acordo com a Infectologista Maria Ângela Santos, os primeiros sintomas são a elevação da pele, coceira e vermelhidão. O tratamento é feito com medicamentos antiparasitários e com compressas de gelo, para imobilzar a larva e reduzir a sensação de coceira.

A médica disse ainda que os sintomas podem aparecer alguns dias depois do contágio, como ocorreu com parcela dos estudantes.

Outro lado

A Prefeitura de São Sebastião informou que toma ações preventidas contra o 'bicho geográfico' por meio de limpezas diárias nas praias. Segundo a prefeitura, outra ação é a colocação de placas com o aviso da proibição de animais. O cidadão que for flagrado com animais na praia pode ser multado em R$ 600.

Sobre o caso específico de Maresias, a administração municipal disse não ter controle dos números de atendimentos cujos pacientes são diagnosticados com a infecção, pois a notificação dos casos não é obrigatória.

A Cetesb foi procurada e informou que monitora a qualidade das praias. A última análise sobre a contaminação da areia é embasada em dados 2016 e Maresias apresentou indicadores normais. A previsão é de que os indicadores de 2017 sejam divulgados em março.