Lavrador diz que ex-marido de médica morta no ES o procurou para 'eliminá-la'

Lavrador diz que ex-marido de médica morta no ES o procurou para 'eliminá-la'

Por G1 ES 22/09/2017 11h10 Atualizado 22/09/2017 11h10 O lavrador suspeito de intermediar a morte da médica Milena Gottardi, Valcir da Silva, confessou, em depoimento à polícia nesta quinta-feira

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Por G1 ES
22/09/2017 11h10 Atualizado 22/09/2017 11h10

O lavrador suspeito de intermediar a morte da médica Milena Gottardi, Valcir da Silva, confessou, em depoimento à polícia nesta quinta-feira (21), que o policial civil Hilário Frasson entrou em contato com ele para “eliminar” a ex-mulher.
Valcir, no entanto, afirmou que não tinha coragem de executar a médica e, então, indicou Dionathas Alves Vieira, preso na última sexta-feira (21).
O G1 tentou falar com o advogado do lavrador, Carlos Eduardo Lyrio, mas não conseguiu contato.
A médica oncologista pediátrica Milena Gottardi Tonini Frasson foi baleada no estacionamento do Hospital das Clínicas, em Vitória, na noite de 14 de setembro. Inicialmente, o crime foi tratado como uma tentativa de assalto, mas agora a investigação é feita sob sigilo policial. O secretário estadual da Segurança Pública, André Garcia, afirmou que o crime tem características de feminicídio.
Ao longo do depoimento, divulgado pela Polícia Civil, Valcir relatou que vinha conversando com Hilário há cerca de dois meses. Como afirmou não ter coragem de atirar, ele indicou Dionathas e acompanhou todo o desenrolar do crime de perto, ao lado de Ermenegildo Palauro Filho (foragido), que foi chamado porque Valcir estava com a carteira de habilitação vencida.
Durante os dois meses que conversou com Hilário, os três (Valcir, Dionathas e Ermenegildo) foram ao hospital diversas quintas-feiras, para planejar o homicídio. Algumas vezes, Valcir contou que deu errado, porque Milena estava acompanhada.
No dia do crime, o lavrador disse, em depoimento, que foi até o hospital, acompanhado de Ermenegildo e, em seguida, foram embora, porque não viu a médica passar com outra mulher. Quando aguardava no semáforo para sair, contou que chegou a ouvir os disparos e, depois, foram para a casa de Valcir, em Timbuí, Fundão.
O lavrador disse ainda que foi instruído por Hilário a afirmar que o ocorrido foi um latrocínio.
Segundo o depoimento, o pai do policial civil, Esperidião Carlos Frasson, sabia de tudo, já que, sempre que falhavam na tentativa de homicídio, ele perguntava por que tinha dado errado.
Ao fim, Valcir disse estar arrependido, porque “não precisava disso” e nunca foi preso ou processado por coisa alguma. Nesta quinta, ele foi encontrado pelos policiais em um matagal em Fundão e acabou preso.

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