Justiça do Trabalho determina reajuste de 3% aos rodoviários do ES

Justiça do Trabalho determina reajuste de 3% aos rodoviários do ES

A Justiça do Trabalho determinou que as empresas de ônibus deem 3% de reajuste salarial aos rodoviários. O valor foi o sugerido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-ES). A decisão acontec

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A Justiça do Trabalho determinou que as empresas de ônibus deem 3% de reajuste salarial aos rodoviários. O valor foi o sugerido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-ES). A decisão aconteceu no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES), durante julgamento do dissídio coletivo de greve, na tarde desta quarta-feira (10).

“Prevaleceu o voto baseado no parecer do Ministério Público de reajuste de 3% com base no IPCA apurado no período”, disse o presidente da sessão.

Além disso, foi definido o aumento de 3% no valor do tíquete alimentação. O pedido do sindicato patronal de desconto pelos dias não trabalhados e compensação foi negado. Cada cláusula foi votada separadamente.

“Não é o que a categoria esperava. Nós esperávamos mais. Mas só de não ter entrado nenhuma cláusula da nova reforma trabalhista, já é uma vantagem. Nós tínhamos o risco de ter compensação de horas, jornada reduzida. E isso não entrou”, avaliou o presidente do Sindirodoviários, Edson Bastos.

Paralisação

greve dos rodoviários começou à 0h01 do dia 26 de dezembro. A Justiça havia proibido a paralisação antes do Natal, mas decidiu que ela poderia acontecer depois da data, desde que fosse cumprido o mínimo de 70% da frota em horário de pico e 50%, no resto do dia.

Na segunda-feira (8), o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Espírito Santo (Sindirodoviários-ES) informou que a greve continuaria até esta quarta-feira (10), até o fim do julgamento do dissídio coletivo.

Queda de braços

A categoria cobrava um reajuste de salário entre 7% e 10% e rejeitou 2% proposto em uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho.

GVbus, que é o sindicato das empresas, disse que o pedido de reajuste era “absurdo e acima da inflação”. Diante do impasse, a decisão coube à Justiça do Trabalho.

Prejuízos

Sobre os prejuízos causados pela greve, a GVBus disse que eles só serão apurados ao final do movimento, porque no período de final de ano e férias o número de passageiros é atípico.